terça-feira, 14 de junho de 2011

Desafios para o sucesso



Ingressar no mundo acadêmico pode parecer assustador para algumas pessoas. A concorrência é alta, o preço do curso muitas vezes é superior a renda que já foi abalada por diversos cursinhos. Parece desanimador não é mesmo?
Mas não precisa fazer tempestade em copo d’água. Nós da equipe EHUOHH conversamos com alguns estudantes que decidiram atravessar a fronteira e fazer faculdade em outro país. Os cursos mais procurados por brasileiros são o de odontologia e medicina.  “aqui o vestibular pra alguma federal é muito concorrido, o curso em uma faculdade particular é muito caro. Juntei o útil ao agradável, o curso no Paraguai é menos que a metade que eu gastaria no Brasil, não precisou ir embora de casa e é fácil o acesso.” Comenta o acadêmico Caetano Favaro.
Atravessar a fronteira todos os dias pode se tornar um transtorno para algumas pessoas: “Era um caos para mim, eu trabalhava e era muito corrido, não tinha tempo nem para mim mesma.” Enfatiza Laisla Germano Maçedo, que cursa medicina.” Quando não deu mais, conversei com um amiga que passava pela mesma situação e decidimos alugar uma casa para nós duas.”
Um grande número de brasileiros toma coragem e vai estudar no país vizinho, contornando problemas como o trânsito na ponte da amizade, o idioma que assusta aqueles que estão acostumados com o “portunhol” e aderindo a certos costumes culturais.  Tudo isso para melhorar o currículo, a bagagem e tornarem-se grandes profissionais no futuro.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Antes e depois da aula: o convite para a balada


Jovens, com boa condição social e que não dispensam uma boa balada. Estas são qualidades procuradas pelos divulgadores de eventos, um perfil encontrado com facilidade nas faculdades. Tão comumente encontrado, não poderia passar despercebido por esta equipe acadêmica do Eh Uoh, nem mesmo pelo professor de Webjornalismo Alexandre Nonato que não economizou comentários após cruzar pela chuva de panfletos logo na entrada para o trabalho.
Folders, um portátil outdoor e um rapaz com uma televisão na cabeça. A divulgação intrigante e criativa atraiu olhares e repercutiu nos comentários, o chamado buzzmarketing, que de certa forma era uma das intenções do grupo.

DJ Beatronik, a inspiração dos divulgadores, e uma das atrações da Glamour Love.

De boca em boca, o comentário que chegou em nossos ouvidos e mãos também, nos levou até o local para desvendar o trabalho realizado por estes profissionais.
A equipe é composta por um grupo de oito amigos, que desempenha além do trabalho diário a divulgação noturna. O  misterioso rapaz com a televisão na cabeça é o publicitário formado pela UDC, Ricardo Valduga. Desta vez o jovem retornou ao local de ensino para exercer aquilo que aprendeu nas salas de aula. Além de divulgar e participar ativamente da produção dos materiais de divulgação ele também é o dono da festa chamada Glamour. Além de Valduga, fazem parte da equipe o dono da Queens, uma recente e consolidada casa noturna onde a festa Glamour acontece.
Não foi difícil saber o motivo que levou o grupo à faculdade "Aqui há uma grande quantidade de clientes em potencial, os alunos daqui são os que mais comparecem às festas que divulgamos" comentou o empresário e divulgador Diego Augusto Balduíno.

O perfil dos academicos é o público alvo da festa Glamour.


Nas festas maiores, a divulgação é reforçada três semanas antes do evento. A Queens fica na cidade de medianeira, há cerca de 60 km de Foz do Iguaçu.  Apesar das inúmeras opções de baladas em Foz, o ambiente tem roubado a cena e conquistado o público iguaçuense."É uma opção diferente, principalmente para quem não dispensa um final de semana repleto de música e dança, assim como eu", lembrou a jovem Laíz Hoessel.
A edição da Gamour love contará com grandes personalidades da música. A edição  aproveita a data comemorativa do doa dos namorados para realizar a festa.
Confirra o folder do evento:

terça-feira, 31 de maio de 2011

Dos bastidores da faculdade para o sucesso: Daruma

É o nome pode espantar de primeira, mas não se preocupem, foi proposital. Os meninos da banda que aos poucos foi ganhando destaque na cidade e na mídia confessaram para nossa equipe que a escolha do nome era para causar essa leve estranheza. “A ideia foi pôr um nome que chamasse atenção, criar um duplo sentido”, contou o guitarrista, tecladista e acadêmico de Publicidade e Propaganda Roliço. “Daruma na verdade é um bonequinho japonês”, declarou.
A banda é formada por mais outros quatro integrantes, Douglas, o vocalista, cursa administração e assim como os outros divide sua vida entre a música e os estudos. O primeiro show da banda realizada no extinto Otroplano aconteceu no dia 08 de Maio de 2009, entre idas e vindas, mudou-se a formação, novos músicas foram inseridas no repertório dos meninos que juntam Rock com Reggae.
Os shows da banda além de ir para cidades lindeiras atravessam fronteiras, eles já tocaram no Paraguai, na cidade de Santa Rita não só uma vez. E o comboio para lá é cheio de colegas e darumetes que vão prestigiá-los. Este encontro musical dos cinco integrantes da banda vem de tempos, quatro deles são amigos de tempos, e desde menores tinham a música como tema principal de suas conversas, o quinto integrante veio como um presente para eles, pois além de uma idade diferente trouxe também experiência de várias bandas.
Expo Santa Rita 2010


Ganhando espaço na Mídia
Matéria publicada na
Tag Pocket em 2010

Jornal Gazeta do Iguaçú 2009

Desde os primeiros shows os meninos da banda fizeram e fazem questão de divulgar pelas redes sociais, seus vídeo clipes, partes dos seus shows podem ser encontradas no Youtube. Preocupados com a divulgação pela internet, decidiram contratar um web designer  para o site oficial. Tanto esforço da parte dele está sendo recompensado pelo reconhecimento crescente, tanto dos fãs quanto por parte da imprensa. Uma das últimas novidades da banda foi vídeo veiculado na RPC no Paraná TV. Tendo uma grande repercussão.
Estes esforçados acadêmicos estão conquistando aos poucos seu espaço na mídia. Isso se deve ao talento que está sendo reconhecido após muitos anos de um árduo trabalho em conjunto.
Para conhecer mais e matar curiosidades sobre a banda acesse:

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Formado e com dívidas? É uó


Está ai um tema que soma nas preocupações acadêmicas: o dinheiro. Nossa equipe trouxe algumas dicas para você controlar o orçamento, guardar dinheiro e formar-se sem dívidas


Tenha consciência. Planejar gastos não é uma tarefa apenas para as empresas. Com um planejamento montado, os universitários também podem controlar os gastos. Para garantir um controle eficiente leve em consideração despesas relacionadas à alimentação, vestimenta, transporte e saúde.
Cautela na hora dos gastos não significa restrição à toda e qualquer diversão. Guarde dinheiro para se divertir sem prejudicar as demais áreas, como por exemplo à saúde. Equilibrio na hora de avaliar seus ganhos com seus gastos é fundamental.

Confira as dicas para planejar seus gastos:

1° - Avalie a entrada do dinheiro
Muitos estudantes recebem dinheiro dos pais e acabam o gastando da mesma forma que receberam. Quem trabalha para pagar seus estudos sabe bem o valor de cada centavo.

2° - Tenha um orçamento
Fazendo isso você  garante o primeiro passo. Para montar um orçamento, você precisará ter como referência os últimos meses. Nãoesqueça de incluir o quanto pretende destinar para roupas, comida e lazer.
Feito isso, você terá uma boa base para identificar a categoria em que é possível cortar gastos.
Clique aqui para conhecer um bom exemplo de planilha.

3° - Verifique gastos
Qual o ritmo de entrada e saída do seu dinheiro? Ele mais sai do que fica com você? Então está na hora de reduzir seus gatos. Despesas como aluguel e contas de casa não poderão diminuir. Evite gastar muito dinheiro com atividades voltadas para lazer. Dessa maneira é possível ter o suficiente para cobrir os gastos.
 
4° - É mesmo necessário
Assuma, como todo universitário certamente você valoriza os seguintes aspectos: roupa, transporte e comida. Fique alerta para sua saúde, ela não deve ser deixada de lado em hipótese aguma.

5° - Conheça os gastos fixos
Tenha em mente que certas despezas são impossíveis de serem cortadas. são elas:aluguel, luz, água, gás e telefone. Portanto não deixe de reservar dinheiro para o pagamento dessas contas.

6° - Quanto você pode falar ao telefone
Determine o quanto pode gastar. Conheça os horários de menor tarifa e fique por dentro do plano mais adequado para seu bolso.

7° - Comida
 Esse é um dos maiores gastos dos jovens em fase de estudo. Sair para comer não é uma necessidade , mas sim uma forma de fazer amigos, de ser sociável. Tenha isso bem claro.


8° - Material escolar
Além do aluguel, alimentação e diversão reserve dinheiro para comprar livros e outros materiais. Livros especializados são muito caros, a dica é buscar na biblioteca, em sebos, e-book, ou até mesmo conversar com estudantes mais antigos que queiram vender.



quinta-feira, 19 de maio de 2011

Hall de entrada cede espaço à cultura



Quem cruzou pelos corredores da União Dinâmica de Faculdade Cataratas - UDC - não foram apenas acadêmicos. A arte teve espaço garantido também como forma de conhecimento. Aqueles que cruzavam pelos stands repletos de artesanato não resistiam a beleza das peças que contagiava e trazia o ar da graça ao ambiente. A rotina não teve vez durante à exposição que reuniu artistas de diversas instituições de Foz do Iguaçu. 


Na última quinta (12), tivemos a oportunidade de apreciar uma exposição  organizada pelo curso de turismo. Tratava-se de artesanato com responsabilidade social. A produção trazia como matéria prima os mais diversos materiais. Até mesmo a fibra da bananeira impressionou na produção final das peças. Acessórios e artigos para decoração, produzidos a partir do material rejeito pela natureza, revelavam formas e variedades que impressionaram. O trabalho é realizado por um grupo de 11 voluntários. A preservação somada à arte gera renda para famílias carentes.  


Peças artesanais elaboradas pelo projeto VemSer. A matéria prima utilizada pela confecção das peças utiliza fibra de bananeira.
Utilizando madeira, sementes e cerâmica as peças ganham vida. 


O aspecto primitivo resgata a cultura indígena, inca, asteca, maia e rupestre.



sexta-feira, 13 de maio de 2011

Compartilhando

Olá leitores do Eh Uóh. Este humilde blog universitário, por meio dessa reportagem, quer compartilhar com todos, além do conhecimento, a sensibilização. Sabemos que nosso futuro depende muito mais do que nossa formação. Na última década, o planeta têm visto e sentido todas as formas de mudanças estruturais provocadas por nós humanos.
Compartilhamos com vocês essa reportagem, produzida para a matéria de redação jornalística. Vale a pena, escavar e conhecer um pouco dessa riqueza de Foz do Iguaçu: os animais em extinção. 


Clausura não impede espetáculo de espécies em extinção

O desaparecimento da variedade vai provocar uma janela na cadeia ecológica e biológica. Abrigados em recintos, sobreviventes trazem esperança e conscientizam


A natureza frente ao homem. A única espécie Panthera encontrada das Américas: a onça pintada parece beijar a vitrine na presença dos turistas. “É inexplicável o contato com um animal que só vemos na tela da TV. Aqui é tudo ao vivo, é real!”, declarou a visitante argentina. 

Animais migram das páginas dos livros para a realidade, comovendo visitantes no Refúgio Biológico Bela Vista. Nos 1.920 hectares, em que há 27 anos Itaipu conserva a riqueza da vida animal, estão abrigados 385 animais de 52 espécies nativas. Destas 11 são ameaçadas em extinção, à exemplo onça pintada, anta, cervo do pantanal e tamanduá-bandeira. A harpia e o macaco prego, permanecem eclusos do roteiro turístico para reprodução.
A observação acontece ao longo da trilha dos animais. No percurso em meio a mata, é possível observar animais nos viveiros adaptados para cada espécie. Durante a caminhada existem pausas para conhecer também um pouco da flora da região. O monitor, recolheu algumas folhas secas pedindo para que as pessoas identificassem o cheiro, em instantes o grupo de turistas relacionou o resultado da experiência com o cotidiano. São mais de 960 espécies de plantas, 177 delas com qualidade filantrópica.
Elementos da natureza estimulam o olfato, tato, audição, paladar e visão, aguçando sentidos. As percepções ganham sentido com o conhecimento transmitidas pelos monitores.
Meus olhos viam tartarugas, ao mesmo tempo o monitor informava que não havia nenhuma. Não sabia que tratava-se de uma família de quelônios”, declarou a visitante gaúcha Cristiane Queiroz.
Durante a caminhada existem pausas para conhecer também um pouco da flora da região. O monitor, recolheu algumas folhas secas pedindo para que as pessoas identificassem o cheiro, em instantes o grupo de turistas relacionou o resultado da experiência com o cotidiano. São mais de 960 espécies de plantas, 177 delas com qualidade filantrópica.
As relações entre o cotiano e a natureza estreitam na medida em que a percepção sobre o meio aumenta. A ambientação dos recintos proporciona não somente o bem estar dos animais, mas também auxilia para que os animais manifestem ao visitante ao menos parte de seus comportamentos naturais. São 79 mamíferos, 305 aves, 47 répteis e 1 anfíbio.
Entre os mamíferos, além dos ameaçados em extinção, há cachorro-do-mato, capivara, cateto, cuica-lanosa, gambá-de-orelha-branca, ouriço-cacheiro, furão, jaguatirica, quati, ratão do banhado e macaco-prego. Entre as aves, arara-vermelha, maracanã, mutum-de-penacho, gavião-de-cauda-branca, urubu-de-cabeça-preta, urubu-rei e papagaio verdadeiro.
Entendidos da importância da procriação das espécies, uma das surpresas do passeio acontece na visita ao viveiro das aves, onde as pessoas entram no recinto. “Quando vi aquela jaula enorme não pensei que fossemos realmente entrar. Confesso que foi uma experiência fantástica. Só em contato com a natureza para compreender nossa responsabilidade na preservação das espécies”, lembrou a visitante paulista Elen Dainezi
A última visita é a mais esperada, deixando os turistas cara a cara com espécies selvagens, como a única Panthera das Américas: a onça pintada, criticamente em perigo de extinção. “É inexplicável o contato com um animal que só vemos na tela da TV. Aqui é tudo ao vivo, é real”, relatou a visitante argentina Nanci Bastazo que realizou o passeio na companhia do marido e da filha de um ano e sete meses.
Muitas das espécies animais e vegetais, já estão sujeitas à extinção. O encontro é antes de tudo um alerta. A conservação da biodiversidade brasileira para as gerações presentes e futuras e a administração do conflitos envolvendo a preservação, permanece um grande desafio.

Recinto das Onças

 
Juma no recinto de grandes felinos do Zoológico Roberto Ribas Lange. A felina de quase 20 anos habita o local desde a contrução

Considerada a principal atração do Zoológico Roberto Ribas Lange, a onça pintada é a espécie símbolo do Refúgio Biológico Bela Vista (RVB). O recinto abrange uma área de 1.200 metros quadrados e inclui um lago onde o casal Juma e Valente costuma nadar.
A onça é o maior felino das Américas. Os machos podem chegar a 2,4 metros de comprimento e pesar até 140 Kg. Em cativeiro a expectativa de vida do animal é de cerca de 20 anos, em seu habitat natural o índice de sobrevivência cai pela metade.
Quando em seu habitat natural, este felino desempenha o papel de estabilizador dos ecossistemas, regulando populações de espécies. A mordida da onça é uma das mais poderosas, mesmo comparada aos outros felinos. Capaz de furar a casca dura de répteis como a tartaruga, ela morde diretamente através do crânio da presa entre os ouvidos. Uma mordida fatal ao cérebro.
Solitárias, só buscam companhia de um par durante o acasalamento. Os machos atingem maturidade sexual em torno dos três anos, e as fêmeas com dois anos. A gestação dura em média 100 dias, podendo resultar no nascimento de até quatro filhotes.
A chegada da fêmea, Juma, ao RBV aconteceu em 2002, após ter sido capturada próximo ao Parque nacional do Iguaçu na fazenda Três Pinheiros (Céu Azul – PR). A felina que tinha 10 anos de idade pesava 46 kg, considerado baixo para a espécie. Bastante magra e desidratada, recebeu tratamento veterinário e posteriormente foi alojada no Criadouro de Animais Silvestres da Itaipu. Em 2004, com a construção do recinto de grandes felinos no Zoológico Roberto Ribas Lange, Juma foi transferida para o local, ficando exposta aos turistas.
Considerada uma senhora no Refúgio, a felina de quase 20 anos já habita o recinto há pelo menos 7. Seu parceiro durante grande parte deste período foi Tonhão. Em virtude das constantes brigas do casal, o macho foi substituído por outro. Atualmente quem compartilha o recinto com Juma é Valente, com 4 anos de idade.
Apesar do cio e da cópula com os dois machos, a fêmea jamais reproduziu. A nova companhia com a qual atualmente não mantém um relacionamento de casal, deixou Juma mais ativa.
Os turistas que aproximam-se do recinto conseguem ver bem de perto o casal que normalmente se aproxima da vitrine. Com o instinto de caça, a presença de crianças atrai o animal que apesar da aparência dócil segue seu instinto.

Saúde e reprodução










Veado-bororó recebe cuidados no leito do hospital veterinário

O alerta para a extinção de algumas espécies trouxe um desafio ainda maior para o Hospital Veterinário e o Criadouro de Animais Silvestres da Itaipu Binacional (Casib). A reprodução representa um grande patrimônio para as equipes.
No hospital veterinário, é feito o atendimento de animais mantidos no Zoológico e no Criadouro. Animais silvestres e encontrados feridos na região, são reabilitados. A equipe atua na conservação da fauna, desenvolvendo pesquisas científicas e treinando universitários. Com áreas de isolamento e quarentena, garantem biosseguridade prevenindo e tratando doenças.
Os trabalhos sobre a fauna concentram-se no Casib. Há 18 anos trabalhando na procriação das espécies, o criadouro já reproduziu mais de 800 animais. São mamíferos, aves e répteis, alguns deles ameaçados de extinção. O índice de sobrevivência dos filhotes é superior em 70%.
Merecem destaque por sua raridade a jaguatirica, gato-maracajá, veado-bororó, papagaio-de-peito-rocho, harpia e onça pintada, essa última considerada principal atração e espécie símbolo do RBV.
A reprodução em cativeiro dos pequenos felinos é um dos trabalhos que mais se destacam. O desafio é maior com animais ameaçados em extinção, como é o caso da harpia.

Reprodução da harpia

Casal de harpias e dois filhotes, dos seis reproduzidos em cativeiro no Casib

A mais pesada e uma das maiores aves de rapina do mundo, pode pesar até dez quilos. Suas garras são tão fortes que podem esmigalhar um crânio humano. Nem mesmo o tratador tem contato com o animal que recebe os alimentos por meio de um orifício feito em seu recinto. A reprodução foi um grande desafio para o Cassib. Em 2009, a instituição entrou para a história do sul do Brasil, com o primeiro nascimento de harpia em cativeiro.


A justificativa para o isolamento na reprodução, é o imprint, ou seja, a primeira impressão que o recém nascido tem. Um filhote de harpia demora em média duas semanas para reconhecer os pais, após conseguir enxergar perfeitamente. Já um filhote de galinha leva apenas um dia para formar o imprint. Essa diferença é acentuada no caso das harpias, por serem extremamente visuais.


Os recintos existentes para a reprodução de harpia, são chamados de “câmaras de cria”. Sem acesso visual pelas laterais, as aves somente podem ver para o alto e ouvir os sons dos arredores. Na fase adulta, são alimentadas através de um cano de 100mm em pvc, posto inclinado na parede de forma que a comida é oferecida através deste cano. A “câmara de cria” mantém a ave em isolamento visual do ser humano, evitando assim, vínculo alimentar.


A chegada do primeiro macho da espécie, ao Cassib, aconteceu há 11 anos atrás. A fêmea ingressou dois anos depois. Em 2005 o casal monogâmico foi juntado definitivamente, resultando no dia 15 de janeiro de 2009, no nascimento com sucesso do primeiro filhote. Atualmente o abrigo conta com seis aves da espécie.

Acadêmicos alertam para a importância da direção defensiva



Com a cabeça a mil entre provas, projetos e estágio, o risco de envolver-se em acidentes no trânsito é alto. O erro humano, em todo o planeta, é responsável por mais de 90% dos acidentes registrados. No Brasil, anualmente mais de 40 mil pessoas perdem a vida, vítimas da imprudência.

O descuido têm um tão alto que muitas vezes vai além do condutor responsável, ou melhor, irresponsável. Fundamentado no fato de que em todo acidente sempre está presente uma falha humana relacionada a negligência, ou imprudência, ou imperícia, é possível por meio da direção defensiva, prevenir ou minimizar as consequências.

Jovem, estagiário e acadêmico do curso de administração, Marcelo Gazola Piovezani recorda com precisão do acidente em que esteve envolvido. “Pilotava pela avenida Felipe Wandscheer à 90km/h, quando próximo da Avenida Paraná o Audi que trafegava em alta velocidade na frente freou do nada. Não tinha como prever, acabei batendo, quando percebi o acidente já tinha acontecido. Olhei ao redor havia muito sangue, minha perna ficou presa na moto que na queda entrou em baixo do veículo. Depois do hospital, fiquei dois meses com a perna engessada, pagando as prestações da Fazer destruída numa burrada dessas”.

Assim como Marcelo, muitos outros jovens envolvem-se em acidentes no percurso cotidiano para a universidade. Entre as principais causas a velocidade excessiva, direção sob efeito de álcool, distância insuficiente em relação ao veículo dianteiro, desrespeito à sinalização e direção sob efeito de drogas.

Luis Calazans Dotto, acadêmico de letras, também já esteve envolvido em acidentes no trânsito. Isso mesmo a-c-i-d-e-n-t-e-s. Foram três, dois acarretadas pela direção sob efeito de álcool. “Sempre ouvi falar, e dizia ter consciência que álcool e direção não combinavam, na prática a situação foi bem diferente. Apesar de vir a UDC sem a intenção de beber, sempre acaba rolando uma cerveja ou outra com os amigos. Na sexta-feira, a saída da sala de aula normalmente era em rit mo de festa literalmente. Já tinha me envolvido em pequenos acidentes, mas nada muito grave. A gota d'água aconteceu depois da cervejada em recepção aos calouros no começo deste ano. Bebi tanto que esqueci de ligar os faróis do carro. O estrago no meu carro foi grande mas comigo nada aconteceu. Há pais que dizem que o filho só aprende apanhando, comigo foi assim, precisei bater para aprender”.

Obviamente não é necessário sofrer as consequências para então adquirir responsabilidade. Postamos algumas dicas para que os condutores, para condução ativa na alteração ou eliminaçãodos fatores que possam vir a causar acidentes.

1° - Conheça
Domine as informações básicas. Conheça as leis de trânsito, o veículo e os equipamentos de transporte e as condições adversas que podem ser encontradas durante a condução.


2° - Identifique as condições adversas
Sabendo quais são as condições adversas que agregam fatores de risco, é possível prever, evitando ou reduzindo possíveis acidentes. Entre as condições adversas estão: iluninação, tempo, vias, trânsito, veículos, carga, condutor e passageiros.

3° - Mantenha-se atento
Fique atento aos elementos que possam interferir, tanto prevenindo acidentes, como no caso da sinalização, quanto criando situações de perigo, como no caso de outros motoristas, pedestres, ciclistas, animais, e todas as outras condições adversas.

4° - Preveja
Prever não implica em levar uma bola de cristal ao pilotar ou dirigir, mas sim, antever valendo-se do conhecimento das condições adversas e da atenção, preparando-se antecipadamente para agir caso alguma delas venha a se consumar. Assim, nenhuma situação o pegará de surpresa.

5° - Tenha habilidade
Ser hábil, não significa que seu desempenho precise ser similar a um Felipe Massa oi Michael Shumacher nas pistas. O primordial, é que você esteja capacitado para executar as manobras necessárias, para evitar expor a si ou terceiros em situações de risco.

6° - Aja
Não espere pela ação do outro condutor, pedestre ou ciclista. Esteja pronto para qualquer manobra, sendo ela perigosa ou não. A responsabilidade para dirigir defensivamente evitando acidentes, ferimentos e até mesmo mortes, está sem suas mãos e é claro, nos pés também.







Wi Fii

Não tem jeito, a internet chegou para revolucionar e conquistou praticamente o mundo inteiro. Essa maravilha da “Era Digital” que surgiu lá atrás, na época da Guerra Fria chegou também dentro das salas de aula. Já foi a época em que se predominava o silêncio na classe e apenas o professor tinha o poder de usar a voz.
Com a criação desses celulares ultramodernos que permitem que nós mero mortais usufruamos da internet em todos os lugares não teve jeito, a internet dominou sim. E parece que é só o começo. Mas com tanta tecnologia e facilidades ao alcance de nossas mãos e dedos como é que fica a atenção dos estudantes dentro da sala de aula?
Esse tema causa divisão de opiniões, entre as nossas pesquisas teve acadêmico que reclamou da Wi Fii oferecida pela sua instituição de ensino. “Nunca funciona e quando funciona é muito lenta, assim desanima.” Esbraveja o acadêmico Sérgio Alves de Direito. Já com a acadêmica Laís Grazielle Santos que cursa e estagia na mesma faculdade o assunto é abordado de maneira diferente: “Wi Fii distrai sim, gera baderna em dias de jogo por exemplo. Mas tem horário para o uso dele, uso apenas quando necessário.”

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Distância não é obstáculo na formação

Escolher e ingressar na profissão não é tarefa fácil, e quando a faculdade ou a universidade é distante da realidade não só para conquistar uma vaga na sala de aula, mas também para literalmente chegar lá, o caminho é longo em todos os sentidos.
É comum ao ingressar no curso superior, principalmente em grandes cidades, conhecer e relacionar-se com pessoas de diferentes cidades, estados, ou até mesmo países. No caso das cidades fronteiriças, como é o caso de Foz do Iguaçu, essa convivência torna-se ainda maior.
Caminhando entre os corredores das variadas instituições de ensino superior da cidade de Foz do Iguaçu percebemos essa miscigenação tão natural em nosso país tropical. A acadêmica Karine Nodari Vaz que veio do Uruguai conversou com um de nossos bloggers e contou como foi à experiência de chegar a um lugar distante para estudar: “No começo foi bem difícil, me adaptar ao clima da cidade e saber controlar a saudades dos meus pais custou alguns meses para mim. Nunca havia saído de casa antes, tive sorte no idioma, pois a maioria aqui sabe falar o espanhol.” Ela enfatiza também que valeu a pena aventurar-se aqui na tríplice fronteira, pois sabe que tudo que aprende irá acompanhá-la durante toda a vida.
Não encontramos dificuldade em achar acadêmicos aqui em nossa instituição que vem de municípios lindeiros. Como é o caso da Acadêmica Gabriela Missio que vem de Medianeira todos os dias cursar direto na UDC. Ela contou que o que a fez escolher o curso foi o reconhecimento e o preço acessível em comparação a outras instituições do país.

Dinheiro ou cartão? Eis a questão

Em meio às preocupações diárias dos acadêmicos, como provas, trabalho e projetos, um detalhe não pode faltar antes de sair da casa para a faculdade.

Não se trata de nenhum exame ou algo do gênero. Antes de sair, os acadêmicos adeptos do cartão de crédito precisam conferir se há dinheiro na carteira. Estranho não é mesmo? E porque não dizer incomum para uma faculdade particular, onde a condição social de grande parte dos alunos faz do uso do cartão algo corriqueiro.

Nossa equipe conversou com alguns acadêmicos que tiveram uma surpresa ao tentar comprar seu lanche. Acadêmica do 5º período de turismo, Ana Carolina de Sousa relatou sua experiência. “Adepta do cartão de crédito, não costumo portar dinheiro. Muitas vezes fico sem comer por não aceitarem meu cartão”. Geralmente prefiro comprar no debito, sem falar na seguradora tanto para a gente quanto para eles “relata o acadêmico do curso de turismo, Gefferson Gregório”. Já para Claudia Aline Buscoski acadêmica do quinto período de direito, “Qualquer boteco aceita cartão, se aceitassem o pessoal ia gastar bem mais”.Consultamos a funcionária Maria da Graça da Silva, responsável pelo caixa do estabelecimento. Segundo ela a utilização do cartão não é compatível com a pequena demanda.