Com a cabeça a mil entre provas, projetos e estágio, o risco de envolver-se em acidentes no trânsito é alto. O erro humano, em todo o planeta, é responsável por mais de 90% dos acidentes registrados. No Brasil, anualmente mais de 40 mil pessoas perdem a vida, vítimas da imprudência.
O descuido têm um tão alto que muitas vezes vai além do condutor responsável, ou melhor, irresponsável. Fundamentado no fato de que em todo acidente sempre está presente uma falha humana relacionada a negligência, ou imprudência, ou imperícia, é possível por meio da direção defensiva, prevenir ou minimizar as consequências.
Jovem, estagiário e acadêmico do curso de administração, Marcelo Gazola Piovezani recorda com precisão do acidente em que esteve envolvido. “Pilotava pela avenida Felipe Wandscheer à 90km/h, quando próximo da Avenida Paraná o Audi que trafegava em alta velocidade na frente freou do nada. Não tinha como prever, acabei batendo, quando percebi o acidente já tinha acontecido. Olhei ao redor havia muito sangue, minha perna ficou presa na moto que na queda entrou em baixo do veículo. Depois do hospital, fiquei dois meses com a perna engessada, pagando as prestações da Fazer destruída numa burrada dessas”.
Assim como Marcelo, muitos outros jovens envolvem-se em acidentes no percurso cotidiano para a universidade. Entre as principais causas a velocidade excessiva, direção sob efeito de álcool, distância insuficiente em relação ao veículo dianteiro, desrespeito à sinalização e direção sob efeito de drogas.
Luis Calazans Dotto, acadêmico de letras, também já esteve envolvido em acidentes no trânsito. Isso mesmo a-c-i-d-e-n-t-e-s. Foram três, dois acarretadas pela direção sob efeito de álcool. “Sempre ouvi falar, e dizia ter consciência que álcool e direção não combinavam, na prática a situação foi bem diferente. Apesar de vir a UDC sem a intenção de beber, sempre acaba rolando uma cerveja ou outra com os amigos. Na sexta-feira, a saída da sala de aula normalmente era em rit mo de festa literalmente. Já tinha me envolvido em pequenos acidentes, mas nada muito grave. A gota d'água aconteceu depois da cervejada em recepção aos calouros no começo deste ano. Bebi tanto que esqueci de ligar os faróis do carro. O estrago no meu carro foi grande mas comigo nada aconteceu. Há pais que dizem que o filho só aprende apanhando, comigo foi assim, precisei bater para aprender”.
Obviamente não é necessário sofrer as consequências para então adquirir responsabilidade. Postamos algumas dicas para que os condutores, para condução ativa na alteração ou eliminaçãodos fatores que possam vir a causar acidentes.
1° - Conheça
Domine as informações básicas. Conheça as leis de trânsito, o veículo e os equipamentos de transporte e as condições adversas que podem ser encontradas durante a condução.
2° - Identifique as condições adversas
Sabendo quais são as condições adversas que agregam fatores de risco, é possível prever, evitando ou reduzindo possíveis acidentes. Entre as condições adversas estão: iluninação, tempo, vias, trânsito, veículos, carga, condutor e passageiros.
3° - Mantenha-se atento
Fique atento aos elementos que possam interferir, tanto prevenindo acidentes, como no caso da sinalização, quanto criando situações de perigo, como no caso de outros motoristas, pedestres, ciclistas, animais, e todas as outras condições adversas.
4° - Preveja
Prever não implica em levar uma bola de cristal ao pilotar ou dirigir, mas sim, antever valendo-se do conhecimento das condições adversas e da atenção, preparando-se antecipadamente para agir caso alguma delas venha a se consumar. Assim, nenhuma situação o pegará de surpresa.
5° - Tenha habilidade
Ser hábil, não significa que seu desempenho precise ser similar a um Felipe Massa oi Michael Shumacher nas pistas. O primordial, é que você esteja capacitado para executar as manobras necessárias, para evitar expor a si ou terceiros em situações de risco.
6° - Aja
Não espere pela ação do outro condutor, pedestre ou ciclista. Esteja pronto para qualquer manobra, sendo ela perigosa ou não. A responsabilidade para dirigir defensivamente evitando acidentes, ferimentos e até mesmo mortes, está sem suas mãos e é claro, nos pés também.

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